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Projeto para implantação de coleta seletiva
Dicas para condomínios e bairros (ou ruas através de associação de moradores ou condôminos)

Para que a implantação de Programa de Coleta Seletiva de lixo em prédios,condomínios ou bairros seja um sucesso, sugerimos que seja seguido um roteiro básico, conforme segue abaixo:
1ª ETAPA - DEFINIÇÃO DA EQUIPE
Organizar um grupo para elaborar, implantar e dar continuidade ao projeto.
Uma forma de trabalho que tem obtido sucesso é a da organização de uma comissão interna responsável pelo Programa, com divisão de tarefas, evitando assim a sobrecarga de uma pessoa, o que pode ocasionar a interrupção do programa no caso da mesma ter algum problema particular e necessite se afastar.
A participação de crianças na comissão de implantação (para o caso de prédios residenciais) tem mostrado excelentes resultados na adesão da comunidade envolvida (exemplo: "síndico mirim").
Esta comissão ficará responsável por elaborar e implantar o projeto, pesquisar informações sobre reciclagem, sobre depósitos para materiais recicláveis, treinamento dos funcionários, divulgar para os moradores etc. O exemplo síndico mirim é melhor executado se apresentado à escola, pois quanto maior a penetração do projeto na sociedade, maior a concientização despertada em todos (crianças e adultos)
2ª ETAPA – ELABORAÇÃO DO PROJETO
Questões a serem levadas em consideração quando da elaboração do projeto:

  • Se existe coleta seletiva da Prefeitura ou de outra entidade na sua rua
    (qual o dia e horário da coleta);
  • Se há para quem vender os materiais que serão recolhidos (caso haja intenção de vender);
  • Se existe quem transporte o material do condomínio para os intermediários/compradores
    (caso haja intenção de vender);
  • Se existe um local disponível para armazenar o material até que ele seja coletado ou comercializado;
  • Se existe disponibilidade de recurso financeiro para o projeto

Após estas perguntas respondidas então a comissão deverá detalhar o projeto, realizar levantamento das compras necessárias, definir data de início da coleta seletiva e como será a divulgação interna.
Fazem parte do detalhamento do projeto:

  • Levantamento da quantidade de lixo gerado no prédio, como por exemplo, qual o espaço ocupado atualmente pelo lixo, quantos sacos de 100 litros são utilizados por dia, ... (ver roteiro de cálculo);
  • Classificar o tipo de lixo gerado, o que se produz mais, jornais? Plásticos? Latinhas de alumínio?
  • Levantamento dos locais disponíveis para armazenamento temporário dos materiais separados (ex.: um cantinho na garagem para colocação de contentores, latões ou baldes; adaptação de um antigo depósito; etc...);
  • Definir como os materiais recicláveis serão entregues por cada apartamento, se separados por tipos: papel, plástico, vidro, lata, cada um em um recipiente, ou todos juntos em um recipiente. No caso de serem comercializados, é recomendável a primeira opção, separados por tipos, mas no caso de ser entregue para a coleta seletiva da prefeitura, é opcional, com exceção dos vidros, que precisam estar em um recipiente separado;
  • Definir como será a participação das pessoas: se haverá coleta interna (de casa em casa / apartamento em apartamento ou de andar em andar) ou se cada participante leva seus materiais para local previamente definido no prédio, em recipientes próprios;

Importante decisão precisa ser tomada:
Caso a decisão seja:
1 – Entregar os materiais recicláveis:

  • a) é essencial um contato formal com o setor responsável pela coleta seletiva da prefeitura, informar-se sobre os dias e horários e comunicar que o prédio/condomínio está separando o lixo, garantindo assim que o serviço de coleta será realizado;
  • b) verificar se a entidade filantrópica que se pretende doar os materiais tem como vir recolher no prédio e com qual freqüência ou se é necessário entregar na sua sede;
  • c) caso os materiais venham a ser entregues para os catadores, é importante garantir que estes recolham todo o material evitando catação nos depósitos, além terem freqüência de coleta.

2 – Se o destino dos materiais coletados for a comercialização, é preciso planejar:

  • a) como será feito o transporte;
  • b) quem pode comprar (é necessário elaborar uma lista com os sucateiros que compram recicláveis)
  • c) consultar o sucateiro sobre tipos de materiais mais lucrativos, preço e o tipo de material que cada um deles compra, se o sucateiro faz o transporte. É bom lembrar que é necessário acompanhar a comercialização.

A implantação
Antes de iniciar a divulgação, é necessário adquirir os depósitos e/ou adaptar os locais para armazenamento até a coleta (ver sugestão de depósitos e cálculo do tamanho).
Após terem sido encaminhadas as questões de infra-estrutura, os idealizadores do programa de coleta seletiva, precisam então se dedicar a "vender" a idéia ou seja divulgar, incentivar e esclarecer o projeto para a sua comunidade bem como definir de que forma será feita a manutenção da iniciativa.
A divulgação, incentivo e esclarecimento do projeto podem ser feitos através de reuniões, bate-papos, cartazes (que podem ser elaborados por crianças, através de concursos), folhetos, e que devem conter informações sobre o que é coleta de lixo, sua importância, vantagens, como cada um deve separar seu lixo, como e onde os materiais separados ficarão armazenados, como será a coleta interna e externa, se o material será vendido, etc...
Um boletim mensal sobre o programa e novas informações sobre reciclagem é uma boa forma de manter sempre o assunto vivo, além de reuniões periódicas entre a comissão responsável e qualquer outra pessoa interessada.

O escoamento
O encaminhamento dos materiais recolhidos pela coleta seletiva para a indústria da reciclagem ou para outras formas de reaproveitamento, é o objetivo final e mais importante do processo: se não houver compradores (diretamente da Prefeitura ou da comunidade), todo o esforço da comunidade não terá adiantado nada, pois os materiais continuarão sendo colocados fora, continuarão poluindo o meio ambiente.
Portanto, certifique-se que os materiais separados estão sendo encaminhados para a reciclagem.

Infelizmente mais de 90% do poder público no Brasil (em especial as prefeituras) ainda não se empenham o suficiente para a coleta seletiva do lixo. É necessário fazermos nossa parte, agindo dentro das nossas possibilidades e exigindo a ação dos políticos. Façam eles se lembrarem disso nas próximas eleições!